terça-feira, 11 de junho de 2013

Entrevista: Jornalista André Haar

Aqui foi realizada uma entrevista de perfil com o jornalista André Haar. Por meio de uma entrevista de perfil,  realizada via e-mail (muitos deles), ele vai contar um pouco como foi a sua trajetória na carreira. O entrevistado foi durante muitos anos jornalista da RBS TV e locutor de rádio. Atualmente, André Haar apresenta ao lado de Simone Santos o telejornal matutino Rio Grande no Ar, na TV Record Porto alegre, além do telejornal Record News Sul, na Record News. Em Pelotas, ele é entrevistador no programa Espaço Empresarial, da Rádio União FM, 99,9.


Como começou a tua carreira?

A carreira começou há muito tempo. Eu tenho 43 anos e desde a infância, em casa eu brincava de locutor. Mas efetivamente, meu primeiro trabalho foi na Estação Rodoviária de São Leopoldo quando eu tinha 16 anos de idade, anunciando a saída e chegada dos ônibus. Já nessa época eu fazia algumas apresentações de eventos. Trabalhar na rádio da rodoviária foi uma ponte pra eu trabalhar na rádio União FM, em 1987, quado eu tinha uns 17 anos. Na época, eu tive uma oportunidade de entrar em contato com o gerente da União FM de Novo Hamburgo na época. Na verdade, acredito que tudo é feito de oportunidades, e  nesta época, da rodoviária, havia acontecido um acidente. Eu tinha uma informação exclusiva, digamos assim, e usei essa informação como uma maneira de chegar até o gerente da rádio União e de poder me apresentar para ele. Acabou que ele me convidou pra fazer um curso, e eu fui contratado pela rádio. Eu tenho na minha carteira de trabalho até hoje, o meu primeiro emprego em rádio na Rádio União com 17 anos. Começou assim a minha carreira.

Quando tu entrastes na universidade e porque decidiu pelo curso de jornalismo?

Eu entrei na Universidade bastante tarde. Me formei em 2007, faz pouco tempo, porque eu comecei a trabalhar em rádio e televisão muito cedo. De fato eu não conseguia horário livre pra fazer o curso, porque comecei já exercendo a profissão. Eu tinha 21 quando comecei em televisão. Quando entrei pra RBS, tinha 24 anos, onde fiquei 13 anos. Então eu sempre emendava uma coisa na outra. Já trabalhei na TV Educativa, TV Bandeirantes, ia emendando uma na outra, e trabalhando em rádio, assim, fazia poucas cadeiras na faculdade, por não ter tempo. Mas fui entrar de fato na faculdade em 2004 e me formei em 2007. E eu escolhi jornalismo porque é o que eu sempre quis na vida. Nunca pensei em outra coisa a não ser apresentar notícias. Desde os 6 anos de idade eu queria ser apresentador de notícias.

Quando surgiu a oportunidade para atuar na primeira rádio?

A primeira rádio mesmo foi um pouquinho antes da Rádio União e um pouquinho antes da Rádio da Rodoviária, foi a Rádio Tramandaí. Essa rádio pertence ao famoso ex-prefeito Cecin. Eu fui passar um mês de férias na casa da minha irmã, com uns 15 anos, e a rádio Tramandaí ficava bem ao lado de onde a gente veraneava. Aí fui lá e disse que tinha muita vontade de trabalhar numa rádio. Aí tinha uma vaga pra trabalhar domingos, das 9h da manhã ao meio dia, pra apresentar um programa. Foi a primeira rádio que eu trabalhei, mas acho que apresentei somente quatro programas, mais ou menos um mês. Depois veio a Rádio da Rodoviária, e depois a Rádio FM, e até hoje a minha ligação é muito forte, com a União FM. Mas tudo assim, metendo a cara. Eu era bem metido.

Por quais emissoras de rádio tu passaste? Como a TV entrou na tua vida? Qual foi a primeira experiência e o que te motivou?

O primeiro canal de TV que eu trabalhei foi na TV Bandeirantes, quando eu tinha 21 anos. Eu tinha uma amiga que, casualmente hoje, conversei com ela. Ela mora em Florianópolis, se chama Simone Ritter Ela é uns 5 anos mais velha que eu, morava em São Leopoldo,  onde eu morava, e era amiga da minha cunhada. Ela sabia através da minha cunhada, que eu tinha vontade de ser apresentador  de TV. Ela foi indicada a trabalhar na Rádio Bandeirantes, e um dia foi convidada pra ser apresentadora do jornal local, o Jornal do Rio Grande. Aí ela recebeu uma proposta de viagem de trabalho, e quando saiu, disse na Band  - “tem um jovenzinho de 21 anos que eu gostaria que entrasse no meu lugar” - . Aí eu fui lá, fiz o teste, e estreei. Aliás, tenho gravado até hoje, o meu primeiro jornal ao vivo na vida, na TV Bandeirantes.
Trabalhei então na Bandeirantes, depois saí desta emissora, trabalhei na TV Educativa por um tempo, aí voltei para a Bandeirantes. Depois fui pra RBS TV, fiquei quase 14 anos, e agora estou completando 6 anos na TV Record. Passei pelas emissoras de rádio que citei antes, a Rádio da Rodoviária, Rádio Tramandaí, Rádio União, Rádio Gaúcha. Lembro do locutor de notícias que fazia o “Correspondente Ipiranga, rede Gaúcha Sat, síntese dos principais fatos do momento, editado em colaboração com Zero Hora”. Correspondente Ipiranga eu não cheguei a fazer, mas eu fazia algum noticiário. Também fazia muito as notícias na Rádio Guaíba (AM/FM), também. “Guaíba FM, questão de Bons Hábitos, a música da Guaíba”. Então foram estas as emissoras pelas quais passei.
O que me motivou... Na verdade eu nasci querendo ser apresentador de TV, então pra mim não existia dúvida sobre o que eu queria ser. Foi uma experiência muito bacana porque parecia que eu tinha feito isso a vida inteira. Então pra mim foi muito normal ser apresentador.



Qual experiência mais te marcou?

Tive várias experiências na Record, emissora a qual eu trabalho atualmente. Outras muitas experiências interessantes. Mas uma que me marcou foi o atentado de 11 de setembro de 2001. Eu estava em Israel quando ocorreram os atentados, e acabei fechando uma reportagem para o Jornal Nacional. IEu estava no Iraque, com o equipamento disponível para fazer isso, cinegrafista, enfim, e acabamos entrando no Jornal Nacional. Então eu acho que essa foi uma grande experiência internacional pra mim. 

Como foi receber o prêmio Press 2010? Já recebeu outros prêmios?

Receber o Prêmio Press foi muito bacana. Sempre é bom ter um reconhecimento, isso é importante. Mas receber um prêmio só reforça a dedicação da gente. De fato não é fácil ser jornalista. A dedicação é muito intensa. Já recebi outros prêmios sim, mas o maior prêmio é o que ganho no dia a dia, de estar bem pra acordar de manhã, de passar uma informação precisa, de ter uma informação na mão, de ser um bom apresentador, ser agradável, ter um bom texto, um bom diálogo... Esse é o maior prêmio que eu recebo a cada dia, quando termina um jornal, que é um alivio.

Como é a tua profissão hoje em dia?

A profissão hoje exige muito. Eu como apresentador, não só leio o que tenho que dizer, como se costumava fazer antigamente. Minha participação é muito intensa na Record. Tenho que estar muito por dentro das reportagens que vão ao ar, de assuntos que eu possa lincar com determinada reportagem. Eu apresento e ouço rádio ao mesmo tempo, enquanto no outro ouvido eu escuto a orientação do editor chefe. Então tudo é muito sincronizado. Às vezes quando tem um assunto que rende audiência é importante fazer um comentário relevante, que leve de três a cinco minutos, e é bom que ter conteúdo, falar com propriedade. É muito ruim não estar ligado no que está acontecendo. Eu tô na academia com o rádio ligado. Tô te dando essa entrevista e assistindo ao noticiário. Mas fim de semana eu me permito me desligar. De sexta à domingo à noite eu consigo me desligar completamente. 
Hoje, o importante para o jornalista é ter o jornalismo na veia, isso eu acho que é a primeira coisa. E a segunda é ter noção do quanto é preciso se dedicar, a profissão exige muito, se tu queres ser um diferencial.

Dê uma dica para os jornalistas que estão começando agora a carreira.

Façam se gostam, senão não vale a pena. E façam desde cedo outras línguas, que isso vai ajudar muito. No mínimo inglês, né! Além disso, é importante estudar muito sobre a história, história recente... É muito legal saber o que aconteceu, pra que se faça comentários com base em fatos. Eu acho que um jornalista deveria ter um curso de história, pra conhecer a sua história. É bom para o jornalista saber um pouco de tudo, e hoje em dia acho que é bom saber muito de tudo! Uma pessoa que goste, que se dedique, que vá abdicar dos finais de semana, de feriado, pra trabalhar, que tenha vontade de ir fundo na informação, que não faça isso como protocolo, mas que faça isso com desejo, com vontade de ser o primeiro a ter a informação na mão, vai ter sucesso na profissão, com certeza!!




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Matéria Mobile

Abretura da Fenadoce é marcada por apresentação do Tholl
Auotoridades de todo o Estado estiveram presentes na cerimônia



Quase metade da Feira Nacional do Doce já se passou. Até o último domingo, mais de 700 mil doces, de um total de três milhões esperados, foram vendidos. Os visitantes chegaram a 60 mil, somente no último fim de semana. Foi neste parâmetro que se deu a cerimônia de início da 21ª Fenadoce, ocorrida uma semana após a abertura oficial do evento

No começo da noite de ontem, estiveram presentes diversas autoridades do Estado, como o  vice-governador gaúcho Beto Grill, os deputados federal Fernando Marroni e estadual José Antônio Paladini, representando a Assembleia Legislativa, o secretário estadual adjunto de Turismo, Márcio Cabral, e o prefeito Eduardo Leite, acompanhado do secretariado. Além destes e outros convidados, o público em geral que estava na praça de alimentação, também pôde conferir a solenidade, realizada na Praça de Alimentação.

No entanto, mais do que os discursos do prefeito e do vice-governador, além dos hinos do Rio grande do Sul, e do Brasil, cantados por tenores, o maior destaque ficou por conta do Grupo Tholl. Eles apresentaram uma prévia do espetáculo "Kaiumá, a Fronteira". O contexto da exibição é a floresta amazônica, e a ideia surgiu de uma preocupação com a preservação do meio ambiente. Os dançarinos arrancaram lágrimas da plateia que acompanhava o show. O projeto na será lançado na íntegra na Fenadoce 2014.

A Fenadoce termina no dia 16 de junho, e os ingressos custa R$6,00 por pessoa e R$6,00 por veículo. Crianças até seis anos não pagam. O horário de funcionamento é de segunda à quinta, das 14h às 23h e de sexta à domingo, das 10h às 23h.