Como começou a tua
carreira?
A carreira começou há muito tempo. Eu tenho 43 anos e desde a infância, em casa eu brincava de locutor. Mas efetivamente, meu primeiro
trabalho foi na Estação Rodoviária de São Leopoldo quando eu tinha 16 anos de idade, anunciando
a saída e chegada dos ônibus. Já nessa época eu fazia algumas apresentações de eventos.
Trabalhar na rádio da rodoviária foi uma ponte pra eu trabalhar na rádio
União FM, em 1987, quado eu tinha uns 17 anos. Na época, eu tive uma oportunidade de entrar
em contato com o gerente da União FM de Novo Hamburgo na época. Na verdade, acredito que tudo é feito de
oportunidades, e nesta época, da rodoviária, havia acontecido um acidente. Eu tinha uma informação exclusiva,
digamos assim, e usei essa informação como uma maneira de chegar até o
gerente da rádio União e de poder me apresentar para ele. Acabou que ele me
convidou pra fazer um curso, e eu fui contratado pela rádio. Eu tenho na
minha carteira de trabalho até hoje, o meu primeiro emprego em rádio na Rádio União com
17 anos. Começou assim a minha carreira.
Quando
tu entrastes na universidade e porque decidiu pelo curso de jornalismo?
Eu entrei na Universidade bastante tarde. Me formei em
2007, faz pouco tempo, porque eu comecei a trabalhar em rádio e televisão muito
cedo. De fato eu não conseguia horário livre pra fazer o curso, porque comecei
já exercendo a profissão. Eu tinha 21 quando comecei em televisão. Quando entrei pra RBS,
tinha 24 anos, onde fiquei 13 anos. Então eu sempre emendava uma coisa na
outra. Já trabalhei na TV Educativa, TV Bandeirantes, ia emendando uma
na outra, e trabalhando em rádio, assim, fazia poucas cadeiras na faculdade, por não
ter tempo. Mas fui entrar de fato na faculdade em 2004 e me formei em 2007.
E eu escolhi jornalismo porque é o que eu sempre quis na vida. Nunca pensei
em outra coisa a não ser apresentar notícias. Desde os 6 anos de idade eu queria
ser apresentador de notícias.
Quando surgiu a
oportunidade para atuar na primeira rádio?
A primeira rádio mesmo foi um pouquinho antes da Rádio União
e um pouquinho antes da Rádio da Rodoviária, foi a Rádio Tramandaí. Essa rádio
pertence ao famoso ex-prefeito Cecin. Eu fui passar um mês de férias na casa da
minha irmã, com uns 15 anos, e a rádio Tramandaí ficava bem ao lado de
onde a gente veraneava. Aí fui lá e disse que tinha muita vontade de
trabalhar numa rádio. Aí tinha uma vaga pra trabalhar domingos, das 9h da manhã
ao meio dia, pra apresentar um programa. Foi a primeira rádio que eu trabalhei,
mas acho que apresentei somente quatro programas, mais ou menos um mês. Depois veio a Rádio da Rodoviária,
e depois a Rádio FM, e até hoje a minha ligação é muito forte, com a União FM.
Mas tudo assim, metendo a cara. Eu era bem metido.
Por
quais emissoras de rádio tu passaste? Como a TV entrou na tua vida? Qual foi a primeira experiência e o que te
motivou?
O primeiro canal de TV que eu trabalhei foi na TV
Bandeirantes, quando eu tinha 21 anos. Eu tinha uma amiga que, casualmente
hoje, conversei com ela. Ela mora em Florianópolis, se chama Simone Ritter Ela é uns 5 anos mais velha que eu, morava em São Leopoldo, onde eu morava, e era amiga da minha cunhada. Ela sabia através da minha cunhada, que eu tinha vontade de ser apresentador de TV. Ela foi indicada a trabalhar na Rádio Bandeirantes, e um dia foi convidada pra ser apresentadora do jornal local, o
Jornal do Rio Grande. Aí ela recebeu uma proposta de viagem de trabalho, e
quando saiu, disse na Band - “tem um jovenzinho de 21 anos que eu
gostaria que entrasse no meu lugar” - . Aí eu fui lá, fiz o teste, e estreei. Aliás, tenho gravado até hoje, o meu primeiro jornal ao vivo na vida, na TV Bandeirantes.
Trabalhei então na Bandeirantes, depois saí desta emissora, trabalhei na TV Educativa por um tempo, aí voltei para a Bandeirantes. Depois fui pra RBS TV, fiquei quase 14 anos, e agora estou completando 6 anos na TV Record. Passei pelas emissoras de rádio que citei antes, a Rádio da Rodoviária, Rádio Tramandaí, Rádio União, Rádio Gaúcha. Lembro do locutor de notícias que fazia o “Correspondente Ipiranga, rede Gaúcha Sat, síntese dos principais fatos do momento, editado em colaboração com Zero Hora”. Correspondente Ipiranga eu não cheguei a fazer, mas eu fazia algum noticiário. Também fazia muito as notícias na Rádio Guaíba (AM/FM), também. “Guaíba FM, questão de Bons Hábitos, a música da Guaíba”. Então foram estas as emissoras pelas quais passei.
Trabalhei então na Bandeirantes, depois saí desta emissora, trabalhei na TV Educativa por um tempo, aí voltei para a Bandeirantes. Depois fui pra RBS TV, fiquei quase 14 anos, e agora estou completando 6 anos na TV Record. Passei pelas emissoras de rádio que citei antes, a Rádio da Rodoviária, Rádio Tramandaí, Rádio União, Rádio Gaúcha. Lembro do locutor de notícias que fazia o “Correspondente Ipiranga, rede Gaúcha Sat, síntese dos principais fatos do momento, editado em colaboração com Zero Hora”. Correspondente Ipiranga eu não cheguei a fazer, mas eu fazia algum noticiário. Também fazia muito as notícias na Rádio Guaíba (AM/FM), também. “Guaíba FM, questão de Bons Hábitos, a música da Guaíba”. Então foram estas as emissoras pelas quais passei.
O que me motivou... Na verdade eu nasci querendo ser apresentador de TV,
então pra mim não existia dúvida sobre o que eu queria ser. Foi uma experiência
muito bacana porque parecia que eu tinha feito isso a vida inteira. Então pra
mim foi muito normal ser apresentador.
Qual experiência mais te marcou?
Tive várias experiências na Record, emissora a qual eu trabalho atualmente. Outras muitas experiências interessantes. Mas uma que me marcou foi o atentado de 11 de
setembro de 2001. Eu estava em Israel quando ocorreram os atentados, e acabei
fechando uma reportagem para o Jornal Nacional. IEu estava no Iraque, com o equipamento disponível para fazer isso, cinegrafista, enfim, e acabamos entrando no
Jornal Nacional. Então eu acho que essa foi uma grande experiência
internacional pra mim.
Como
foi receber o prêmio Press 2010? Já recebeu outros prêmios?
Receber o Prêmio Press foi muito bacana. Sempre é bom ter
um reconhecimento, isso é importante. Mas receber um prêmio só reforça a dedicação da gente. De
fato não é fácil ser jornalista. A dedicação é muito intensa. Já recebi outros prêmios sim, mas o maior prêmio é o que ganho no dia a dia, de estar bem pra acordar de manhã, de passar
uma informação precisa, de ter uma informação na mão, de ser um bom
apresentador, ser agradável, ter um bom texto, um bom diálogo... Esse é o maior
prêmio que eu recebo a cada dia, quando termina um jornal, que é um alivio.
Como é a tua profissão hoje em dia?
A profissão hoje exige muito. Eu como apresentador, não só
leio o que tenho que dizer, como se costumava fazer antigamente. Minha participação é muito intensa na Record. Tenho que estar muito por dentro das reportagens que vão ao ar, de assuntos que
eu possa lincar com determinada reportagem. Eu apresento e ouço rádio ao mesmo
tempo, enquanto no outro ouvido eu escuto a orientação do editor chefe. Então tudo é
muito sincronizado. Às vezes quando tem um assunto que rende audiência é
importante fazer um comentário relevante, que leve de três a cinco minutos, e é
bom que ter conteúdo, falar com propriedade. É muito ruim não estar ligado no que está acontecendo.
Eu tô na academia com o rádio ligado. Tô te dando essa entrevista e assistindo
ao noticiário. Mas fim de semana eu me permito me desligar. De sexta à domingo à noite eu
consigo me desligar completamente.
Hoje, o importante para o jornalista é ter o
jornalismo na veia, isso eu acho que é a primeira coisa. E a segunda é ter
noção do quanto é preciso se dedicar, a profissão exige muito, se tu queres ser
um diferencial.
Dê uma dica para os
jornalistas que estão começando agora a carreira.
Façam se gostam, senão não vale a pena. E façam desde cedo
outras línguas, que isso vai ajudar muito. No mínimo inglês, né! Além disso, é
importante estudar muito sobre a história, história recente... É muito legal
saber o que aconteceu, pra que se faça comentários com base em fatos. Eu acho que um jornalista
deveria ter um curso de história, pra conhecer a sua história. É bom para o
jornalista saber um pouco de tudo, e hoje em dia acho que é bom saber muito
de tudo! Uma pessoa que goste, que se dedique, que vá abdicar dos finais de
semana, de feriado, pra trabalhar, que tenha vontade de ir fundo na informação,
que não faça isso como protocolo, mas que faça isso com desejo, com vontade de
ser o primeiro a ter a informação na mão, vai ter sucesso na profissão, com certeza!!









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