domingo, 7 de abril de 2013

Texto modularidade


O incêndio no Taim foi combatido
Uma chuva torrencial que atingiu a área por dois dias foi a principal responsável por combater as chamas

O incêndio que atingia a Estação Ecológica do Taim foi extinto na tarde de quarta-feira (3). A responsável por apagar o fogo foi a natureza, que também foi a causadora do incêndio. A chuva forte que atingiu a região Sul, ficou dois dias sobre a área da reserva, e combateu as chamas, que foram causadas por um raio que caiu no local. Foram nove dias até que o trabalho fosse concluído.

Difícil Acesso
O local o qual foi atingido pelo raio ficava localizado em meio ao banhado, o que dificultou o acesso dos 13 brigadistas e dois voluntários que efetuavam os trabalhos por terra. Foram necessários três aviões para lançar água sobre as regiões de difícil acesso. Eles foram solicitados pelo Instituto Chico Mendes e vieram da Bahia.

Atrasos
A demora na chegada das aeronaves se deu por problemas logísticos, já que não existe uma pista de pousos e decolagens próxima a Estação. Nos primeiros dias, apenas um avião esteve em ação. As aeronaves tiveram que operar na rodovia, que foi interditada em horários intercalados. Um helicóptero cedido pelo governo do estado também ajudou no transporte dos brigadistas até as áreas mais distantes, além de servir para outras operações logísticas. Foram realizados cerca de 70 voos por dia, despejando cerca de sete mil litros de água cada.

Prejuízos
Segundo o chefe da Estação, Henrique ilha, um levantamento informou que quatro mil e 800 hectares foram atingidos pelas chamas. Não foram constatadas perdas significativas para a fauna. Os animais de grande porte conseguiram fugir para as outras áreas da reserva. Os répteis ficaram mergulhados e também conseguiram se salvar. Henrique acredita que os animais invertebrados de pequeno porte e os anfíbios foram os mais atingidos, devido à baixa mobilidade. 
Quanto à situação da flora, a vegetação deve se recuperar em cerca de quatro meses e estar totalmente normalizada em um ano. De acordo com o professor do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Marcelo Dutra, o fato de ser um banhado contribui muito para a regeneração da vegetação. “Áreas úmidas, de maneira geral, apresentam grande resiliência, com capacidade muito elevada de se regeneração. Em caso de incêndio, essa reorganização do sistema é ativada e, em pouco tempo, a área verde estará recolonizada.”, disse ele.

 A Estação
A Estação Ecológica do Taim já havia passado por um incêndio de grandes proporções em 2008, quando 4.700 hectares foram queimados. A reserva fica entre os municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar e é considerada uma das mais importantes reservas do país, abrigando diversas espécies de animais, como a capivara, que está em extinção. O local também é referência em quantidade de espécies de aves. O fogo no Taim começou na terça-feira, dia 26 de março e demorou nove dias até que fosse controlado.



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