O
incêndio no Taim foi combatido
Uma
chuva torrencial que atingiu a área por dois dias foi a principal responsável
por combater as chamas
O incêndio que atingia a Estação Ecológica do Taim
foi extinto na tarde de quarta-feira (3). A responsável por apagar o fogo foi a
natureza, que também foi a causadora do incêndio. A chuva forte que atingiu a
região Sul, ficou dois dias sobre a área da reserva, e combateu as chamas, que
foram causadas por um raio que caiu no local. Foram nove dias até que o
trabalho fosse concluído.
Difícil
Acesso
O local o qual foi atingido pelo raio ficava
localizado em meio ao banhado, o que dificultou o acesso dos 13 brigadistas e
dois voluntários que efetuavam os trabalhos por terra. Foram necessários três
aviões para lançar água sobre as regiões de difícil acesso. Eles foram solicitados
pelo Instituto Chico Mendes e vieram da Bahia.
Atrasos
A demora na chegada das aeronaves se deu por
problemas logísticos, já que não existe uma pista de pousos e decolagens
próxima a Estação. Nos primeiros dias, apenas um avião esteve em ação. As
aeronaves tiveram que operar na rodovia, que foi interditada em horários
intercalados. Um helicóptero cedido pelo governo do estado também ajudou no
transporte dos brigadistas até as áreas mais distantes, além de servir para
outras operações logísticas. Foram realizados cerca de 70 voos por dia,
despejando cerca de sete mil litros de água cada.
Prejuízos
Segundo o chefe da Estação, Henrique ilha, um
levantamento informou que quatro mil e 800 hectares foram atingidos pelas
chamas. Não foram constatadas perdas significativas para a fauna. Os animais de
grande porte conseguiram fugir para as outras áreas da reserva. Os répteis
ficaram mergulhados e também conseguiram se salvar. Henrique
acredita que os animais invertebrados de pequeno porte e os anfíbios foram os
mais atingidos, devido à baixa mobilidade.
Quanto à situação da
flora, a
vegetação deve se recuperar em cerca de quatro meses e estar totalmente
normalizada em um ano. De acordo com o professor do Instituto de Oceanografia
da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Marcelo Dutra, o fato de ser um
banhado contribui muito para a regeneração da vegetação. “Áreas úmidas, de
maneira geral, apresentam grande resiliência, com capacidade muito elevada de
se regeneração. Em caso de incêndio, essa reorganização do sistema é ativada e,
em pouco tempo, a área verde estará recolonizada.”, disse ele.
A Estação
A Estação Ecológica do Taim já havia passado por um
incêndio de grandes proporções em 2008, quando 4.700 hectares foram queimados. A
reserva fica entre os municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar e é considerada
uma das mais importantes reservas do país, abrigando diversas espécies de
animais, como a capivara, que está em extinção. O local também é referência em
quantidade de espécies de aves. O fogo no Taim começou na terça-feira, dia 26
de março e demorou nove dias até que fosse controlado.
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